O Retrato Negro – Por Wendy Andrade

Antes de mais nada eu gostaria de falar o quão importante é falar sobre o Retrato Negro e ter participado dele, quando eu recebi proposta para o ensaio já me senti muito feliz por participar, não só por todos os negros incríveis ali representados, mas também por compreender o real significado do que aquela fotografia representaria pra mim e para o projeto.

O fotografo e criador Wendy Andrade, um jovem negro que estuda  na PUC do Rio de Janeiro, seu posicionamento como negro o fez questionar uma série de coisas em sua vida, em especial a falta de representatividade e por mais que tenha feito diversos trabalhos para marcas ele ainda não tinha encontrado sua causa.

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lzabella Suzart #23

E foi através desse conflituoso questionamento que em março desse ano surgiu o Retrato Negro, na ideia de imergir em sua cultura e enaltecer a figura negra, saindo totalmente de sua zona de conforto e círculo social, ele se propõe a fotografar um negro por dia, conhecendo pessoas diferentes, com histórias lindas e  mostrando a realidade da pessoa, a forma única como cada um compõe o seu projeto e o modo como ele respeitou isso tornou sua fotografia singular.

Foi assim que no dia 13 de maio, dia da abolição da escravatura ele começa o seu projeto que vai até o seu ano seguinte com o objetivo de entregar 366 fotografias devido aos ano bissexto. A data marcante trás a necessidade em bater na tecla sobre a  falácia de que os negros são livres.

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Naomi da Silva e Luan do Amaral #92

 

 

Wendy quer diminuir a imagem negativa que a palavra “negra” tem e através do seu trabalho mostrar: fotos belíssimas, com pessoas belíssimas e, dessa forma, seria gerada a ruptura com significado feio e ruim atrelado à palavra.  Assim nasceu o Retrato Negro, que em uma conversa mais a fundo releva a histórias de mulheres negras que foram preteridas desde sua infância, ou vitimas da imposição estética em cima de seus cabelos e traços, os preconceitos  e estereótipos que lhes foram atribuídos e a hipersexualização de seu corpo, marcas na qual muitas das vezes gera depressão na mulher negra. A visão dele sobre a mulher negra mudou, e me fez refletir ainda mais sobre a importância do projeto, o impacto que ele tem sobre a vida de todas essas mulheres incríveis e forte, nós precisamos emponderar enegrecer!

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Juliana Maia #87

 

Eu não sou mais o mesmo. De início, entendi esse projeto como fotografia, mas hoje, enxergo que a fotografia é apenas o ponto de partida; a ponta do iceberg é o que não se vê. Esse projeto não tem apenas o meu olhar, mas vários processos construídos em cima da minha verdade que acabam por interferir na minha entrega. Se não me conheço, não vou entender o que se passar à minha frente, de modo que só entendi o Retrato Negro quando senti o mundo na minha própria pele. 

No final de tudo, eu diria que ganhei uma amigo, um pouco irritante, mas com ideias incríveis e que torço bastante. Sua página no Facebook e espero que comartilhem o projeto para que ele cresca mais e mais!

 

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Arlindo do Carmo #67

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Josy Ramos #81

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41 – Dona Sara

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Elian Almeida #27

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Mariana Carvalho #86

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Gabrielly Nunes #83

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Gabriel Veríssimo #73

 

 

 

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